O amigo dos gatos
Fotografia: Clara Azevedo
O MAP era, de fato, um bom amigo dos gatos.
Gato abandonado não podia haver porque o Pina dava-lhe amparo. Os gatos tomavam-lhe parte da atenção e do espaço. E recebiam sempre nomes de gente: Hugo, Chico, Luís, Adelaide, Tuxa, Ronaldo ou Joana, entre outos. Muito especial era a Bé (nome carinhoso de Isabel) que tantas vezes fazia de despertador, lambendo a careca do poeta.
Mesmo que os gatos não tenham entrado em excesso nos seus textos, eles estavam sempre presentes. A relação dos gatos com os escritores é, de resto, antiga. Vários exemplos passaram à história com Hemingway, Baudelaire, Dumas, Poe, Zola e tantos outros escritores.
A propósito do MAP e desta relação especial gato-escritor, vários escritores enviaram diferentes olhares para a exposição que, a 18 de novembro de 2012, abriu no Museu Nacional da Imprensa com o título “A luz das Palavras”. A esses escritores havíamos colocado estas questões: Por que gostam os escritores de gatos? Ou por que gostam os gatos de escritores?
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