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Museu da Imprensa mostra
25 de Abril com Humor
A Sam, Abel Manta e Miranda
destacam-se em exposição sobre o tema

A maior exposição de sempre de humor do 25 de Abril na Imprensa está patente no Museu Nacional da Imprensa até ao dia 31 de maio.

A exposição 25 de Abril: Humor na Imprensa apresenta mais de uma centena de desenhos humorísticos alusivos à “revolução dos cravos”, publicados em dezenas de jornais e revistas. A Mosca, A Vida Mundial, Charlie Hebdo, Diário de Lisboa, Expresso, Flama, Gaiola Aberta, Jornal de Notícias, Jornal Novo, O 1.º de Maio, Opção, O Século Ilustrado, O Tempo, Pasquim, Seara Nova, Sempre Fixe, República, são algumas da publicações que integram esta mostra.

Trata-se de uma iniciativa singular, que expressa bem a missão deste Museu, na sua ligação entre a imprensa e o humor, estabelecida desde a abertura, em 1997.

Sam, Abel Manta e Miranda são os principais autores representados. Sam, com o seu famoso guarda ricardo. João Abel Manta, de todos, talvez o mais censurado durante a ditadura. Miranda, seguramente o mais popular, que editava os seus desenhos no Jornal de Notícias.

A par de outros nomes, este foi um trio que, de forma constante, mostrou a importância do humor na análise social do país no “pós-25 de Abril”, em diferentes jornais e revistas.

Muitos outros, surgiram, dispersos, em distintas publicações. Alguns deles são estrangeiros, designadamente Bosc, Chumy Chumez e Wolinski.

O humorista francês, assassinado em janeiro deste ano no Charlie Hebdo e presidente do Júri do Porto Cartoon durante 11 anos, acompanhou as transformações portuguesas da ‘revolução dos cravos’. Tal como Ziraldo que, no seu Pasquim – o célebre jornal de combate à ditadura brasileira – soube estabelecer um paralelismo entre Portugal e Brasil.

O MNI pretende, assim, assinalar os 41 anos da “revolução”, reunindo um conjunto singular de cartoons e caricaturas dos principais humoristas gráficos que fizeram dos tempos do PREC a sua matéria-prima. A mostra centra-se num período de dois anos, de 25 abril de 1974 a 25 abril de 1976.

Abril Vinil
em Coruche
Dezenas de capas de discos de vinil vão estar expostas, até 3 de Maio, na Galeria do Mercado Municipal de Coruche. Abril Vinil, é o nome da mostra que apresenta discos de 33 e 45 rotações editados no período revolucionário do “pós 25 de Abril” de 1974 e resulta de uma parceria entre a Câmara Municipal de Coruche e o Museu Nacional da Imprensa. As respetivas capas evidenciam diferentes qualidades gráficas ao nível do arranjo e da diversidade de meios de impressão.

A mostra inclui algumas raridades discográficas e relembra canções de algumas das mais importantes vozes nacionais como Zeca Afonso, Fausto, Amália, Fernando Tordo, Paulo de Carvalho, Sérgio Godinho e Vitorino, entre outros. “Grândola Vila Morena”, de Zeca Afonso, “Somos Livres” de Ermelinda Duarte, “Cravo Vermelho ao peito” de José Barata Moura e “A Revolução em Marcha” de Tonicha, são alguns dos discos que podem ser apreciados nesta mostra, a par dos vinis dos poetas Manuel Alegre e Ary dos Santos e do actor Mário Viegas.

Para além das capas dos discos, os visitantes vão poder escutar algumas das Canções Proibidas durante a ditadura de Salazar/Caetano, através de uma aplicação informática disponível para utilização individual.

Artista italiano torna-se
bicampeão do PortoCartoon

O segundo prémio, intitulado “Safe Light” (“Luz Protetora”), foi atribuído a Izabela Kowalska-Wieczorek, da Polónia, e o terceiro prémio – a “Lantern” (“Lampião”) – a Andrei Popov, da Rússia.

A edição deste ano contemplou dois prémios especiais de caricatura, em homenagem ao nobel da literatura Ernest Hemingway e a Cristiano Ronaldo. Os vencedores foram, respetivamente, Dalcio Machado, de Brasil, e Krzysztof Grondziel, da Polónia.

A elevada qualidade dos trabalhos levou o júri internacional a atribuir ainda onze Menções Honrosas a artistas de diferentes países: Bélgica (duas), Croácia (duas), Espanha, França, Portugal (duas), Roménia e Rússia (duas).

Em apreciação estiveram cerca de 1700 obras, de quase 500 artistas, oriundas de todos os continentes. Portugal é o país com mais participação: com 154 trabalhos, de 62 cartunistas. Seguem-se o Irão (152), Roménia (121), Turquia (101), Sérvia (82) e Brasil e Rússia (ambos com 57), e Ucrânia (53) e Polónia (45).

Com esta 17.ª edição, o PortoCartoon reforça o seu lugar no pódio dos concursos internacionais de desenho de humor e mostra a pertinência da classificação do Porto com o ‘capital do cartoon’, atribuída em 2008.

O Júri internacional do XVII PortoCartoon teve como Presidente Honorário Georges Wolinski – cartunista do Charlie Hebdo assasssinado no passado mês de Janeiro, em Paris, e que durante uma década tinha sido presidente do Júri. Integraram o Júri 2015: Andrew Howard (docente Universitário de Comunicação Visual), Bernard Bouton (presidente da FECO), Luís Humberto Marcos (diretor do Museu Nacional da Imprensa), Luís Mendonça (representante da Faculdade de Belas Artes do Porto), Roberto Merino (encenador) e Xaquín Marín (fundador do Museo de Humor de Fene, Espanha).

Os vencedores do XVII PortoCartoon receberão os troféus (desenhados por Siza Vieira) e os prémios durante a cerimónia de abertura da exposição que decorrerá nas instalações do Museu Nacional da Imprensa, em junho.

Wolinski, o Inconformista
leva Charlie Hebdo à Madeira
SAMSUNG CAMERA PICTURES

Georges Wolinski, um dos jornalistas assassinados durante o atentado contra o jornal humorístico Charlie Hebdo, é homenageado no Museu de Imprensa – Madeira, em Câmara de Lobos, com uma exposição especial de originais, livros, revistas (Paris-Match) e jornais (Charlie Hebdo e Hara-Kiri).

A mostra é composta por cerca de 200 peças e contempla ainda um Cabinet Rouge, que reúne desenhos originais dirigidos a um público adulto.

Wolinski, o inconformista”, pretende evidenciar a figura do autor de humor mais publicado em França, cuja carreira jornalística tinha mais de 52 anos.

O homenageado trabalhava, até ao massacre de Paris, no Charlie Hebdo, Paris Match e no Journal du Dimanche, depois de ter colaborado com muitas outras publicações como o Libération, Hara-Kiri e L’ Écho des Savanes.

A exposição é comissariada por Luís Humberto Marcos, Diretor do Museu Nacional da Imprensa (MNI), e integra-se na parceria existente entre o museu madeirense e o MNI.

Georges Wolinski era, desde 2004, Presidente do Júri do PortoCartoon World Festival. Desta estreita relação com o festival, e das suas frequentes vindas ao Porto, resultaram algumas crónicas suas sobre essa cidade no Charlie Hebdo.

O Museu Nacional da Imprensa apresentou, em 2012, a primeira exposição de Wolinski fora de França. Wolinski esteve presente na inauguração, tendo sido nessa altura perspetivadas outras mostras, uma delas precisamente na Madeira. Na altura, Wolinski manifestou vivo interesse em estar presente na inauguração.

De 27 de Fevereiro até 20 de Abril

Museu da Imprensa com
Exposição Charlie-Wolinski
Vai estar patente até ao fim do mês de março, no Museu Nacional da Imprensa, uma exposição que pretende homenagear os jornalistas mortos no massacre de Paris e a afirmação da liberdade de imprensa.

A organização desta mostra serve também para evocar a figura de Georges Wolinski, um amigo especial do Museu que presidiu ao Júri do PortoCartoon desde 2004. Centenas de jornais Charlie e alguns originais de Wolinski integrarão a exposição.

Georges Wolinski recebeu em junho de 2014, no Museu, o título de 1º Cidadão Honorário do Porto-Capital do Cartoon. Em 2005, Wolinski participou no lançamento do Museu Virtual do Cartoon. Em 2008, o famoso cartunista francês participou na proclamação internacional do Porto como Capital do Cartoon feita em dez línguas diferentes, junto de uma peça escultórica de Siza Vieira. Desde então, todos os anos têm sido criadas esculturas com os trabalhos premiados em cada edição, obras que vão sendo espalhadas pela cidade.

A par desta iniciativa, o MNI está a promover uma campanha escolar denominada “HUMOR SIM, ÓDIO NÃO” para que se debatam, nas escolas de todos os níveis de ensino, os temas da liberdade e da tolerância.

Paralelamente, o MNI criou a galeria virtual Je suis Charlie, no seguimento do convite dirigido por este museu aos cartunistas de todo o mundo, no sentido de participarem numa homenagem universal ao Charlie Hebdo e aos seus ‘heróis do humor.’

Museu da Imprensa
lança campanha
“Humor sim, Ódio não”
“Humor Sim, Ódio não” é o título da campanha nacional que está a ser lançada para as mais diversas escolas do país, convidando-as a refletir sobre a temática da liberdade e da tolerância.
A Luz é tema do
PortoCartoon 2015
PRÉMIOS ESPECIAIS DE CARICATURA: HEMINGWAY E CRISTIANO RONALDO

Foi lançado o 17th PortoCartoon World Festival, que terá como tema principal A Luz, tema que a ONU proclamou para o Ano Internacional de 2015. Iluminar este tema com a luz do cartoon pareceu à organização, Museu Nacional da Imprensa, um dos melhores apelos ao estro dos artistas do humor. Trata-se de um tema de soberana importância e que mostra também as muitas desigualdades que existem à escala mundial. A luz do sol e da lua é igual para todos. Mas as outras luzes, as da eletricidade e de tudo o que lhe está associado, são motivo de muita escuridão em diferentes partes do mundo. É esta reflexão que se pretende suscitar através do convite ao foco do humor, apontando-o sobre progressos e distorções, ribalta e bastidores. De permeio, está uma verdade indesmentível: não há luz sem sombra!

RONALDO e HEMINGWAY

Para os Prémios Especiais de Caricatura 2015, estão designadas duas grandes figuras de fama mundial: o jogador português (natural da Madeira) Cristiano Ronaldo, ídolo desportivo, vencedor de várias bolas e botas de ouro; e o escritor norte-americano Ernest Hemingway (1899-1961), prémio nobel da Literatura, que há um século participava na I Guerra Mundial.

Esta participação, como motorista da Cruz Vermelha e correspondente do jornal Kansas City Star, inspirou-lhe o Adeus às Armas (1929), obra emblemática do seu percurso literário.

A escolha desta figuras para alvo do engenho dos artistas do humor surge na sequência de outras designações feitas desde 2013: Manoel de Oliveira e José Saramago (em 2013); Nelson Mandela e Siza Vieira (em 2014).

As propostas dos cartunistas de todo o mundo deverão ser submetidas até ao dia 13 de fevereiro.

Atenção cibernautas
“PortoCartoon 2014”
em votação até 31
Termina no dia 31 de dezembro a votação on-line para a escolha do Prémio do Público do PortoCartoon 2014, subordinado ao tema “Água Viva/ Terra Viva”, uma iniciativa promovida pelo Museu Nacional da Imprensa.
Trata-se de uma votação a nível mundial, na qual o público é convidado a escolher o melhor cartoon, de 21 concorrentes, independentemente da votação do júri feita em Abril deste ano.
O voto deverá ser feito no Museu Virtual do Cartoon em: http://www.cartoonvirtualmuseum.org/
f_portocartoon_2014_vote.htmO PortoCartoon é o único certame internacional com voto do Público, alargado ao ciberespaço. Esta votação pública foi estabelecida em 2006, tendo havido já oito vencedores de continentes diferentes: Ludo Goderis (Bélgica), Ronaldo (Brasil), Guo Zhong (China), Zygmunt Zaradkiewicz (Polónia), Santiagu (Portugal), Ronaldo (Brasil), Fernando Camarneiro (Portugal) e Santiagu (Portugal).
Os desenhos candidatos podem ser vistos em pormenor antes da votação online, sendo a respetiva lista constituída pelos premiados e finalistas, escolhidos pelo júri internacional do concurso presidido por Georges Wolinski, – afamado cartunista de Paris-Match, Charlie Hebdo e Journal du Dimanche.
Os desenhos em disputa foram recebidos de países tão diferentes como Bélgica, Brasil, Colômbia, Espanha, França, Holanda, Inglaterra, Irão, Israel, Luxemburgo, Nicarágua, Polónia, Roménia, Sérvia, Ucrânia, Uzbequistão, entre outros.
Um trabalho do português André Carrilho, vencedor do Prémio Especial de Caricatura sobre Mandela, está também em votação.
Uma votação idêntica decorre na Galeria Internacional do Cartoon, do Museu Nacional da Imprensa, no Aeroporto de Pedras Rubras e no Café dos Clérigos (Passeio dos Clérigos), onde os visitantes também podem votar numa urna local, em boletins apropriados.
“Onda Pina”
Encerra no Mercado
do Bom Sucesso


Ampliar

 

Teve lugar no passado domingo, 30 de Novembro, no Mercado do Bom Sucesso (Porto), o encerramento da homenagem a Manuel António Pina que o Museu Nacional da Imprensa dinamizou ao longo deste mês. A homenagem contou com momentos de poesia, fado e música coral, encerrando-se, assim, a “Onda Pina – A poesia em Movimento”.

A 18 de Novembro, dia em que o jornalista e escritor Manuel António Pina faria 71 anos, milhares de pessoas de todo o mundo aderiram à “Onda Pina – A Poesia em Movimento”, depois do desafio lançado pelo MNI a escolas de vários países.

Chegaram ao Museu imagens das mais diversas sessões realizadas em universidades e escolas de países como a China (Pequim e Macau), Indonésia, Estados Unidos (Boston), Canadá, Argentina, Brasil, Inglaterra, Irlanda, Espanha, França, Itália, Angola, São Tomé e Príncipe, entre outros. Em Portugal, foram cerca de meia centena as escolas que de norte a sul do país, incluindo a Madeira, participaram nesta Onda Pina.

No total, o MNI estima que cerca de 10.000 estudantes e professores entraram na ‘Onda Pina’, evocando a obra daquele escritor e jornalista.

Os resultados da iniciativa, que contou com o contributo do “Instituto Camões”, da Rede de Bibliotecas Escolares e do Museu da Língua Portuguesa (S. Paulo), estão a ser divulgados através do sítío e da página de Facebook do MNI.

Com esta evocação, o MNI dá continuidade a projetos anteriores, como a homenagem prestada em 2012 através de uma grande exposição bio-bibliográfica e da criação do Concurso Escolar Manuel António Pina, além do Concurso de Textos de Amor Manuel António Pina.

A 10 de Novembro, foram entregues os Prémios do Concurso Escolar Manuel António Pina, em Sabugal, momento em que também foi lançada a edição nacional do mesmo concurso.

Museu da Imprensa evoca a I Grande Guerra
com censura e humor
Está patente até 30 de setembro, no Museu Nacional da Imprensa, uma exposição que evoca o centenário da I Grande Guerra. Integram esta mostra dezenas de jornais e revistas centradas no humor e na censura, além de outros documentos.

Em várias publicações, é possível verem-se os espaços em branco resultantes da ação dos censores. Fazia parte das ordens da comissão de censura não substituir o texto censurado. Por isso mesmo, algumas páginas apresentam várias colunas em branco. Numa das publicações expostas, a primeira página está totalmente em branco.

Além da censura, a mostra contempla desenhos humorísticos da imprensa portuguesa e estrangeira, de entre os quais se destacam os de autoria de Leal da Câmara, bem como cartas censuradas daquele período.

Intitulada “Guerra, Censura e Humor”, esta exposição documental é comissariada pelo diretor do Museu, Luís Humberto Marcos, e resulta de uma pesquisa iniciada em 2013